Nem histeria, nem descaso

Por: Janguiê Diniz
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O novo coronavírus é, infelizmente, uma realidade com a qual temos que lidar. Enquanto o surto não passar, precisaremos adaptar nossas rotinas e nossos hábitos para conter o avanço da doença. Restringir a circulação, evitar contatos, manter hábitos de higiene: tudo isso ajuda. Nessa situação atípica, no entanto, é preciso manter o equilíbrio, sem criar paranoias na cabeça, nem tampouco minimizar a ameaça da Covid-19. Nesses momentos, informação é uma arma fundamental para se blindar contra os extremos.

A pandemia está se espalhando pelo mundo e causando diversas fatalidades. Já passa de 1,5 milhão o número de infectados, enquanto as mortes são mais de 90 mil. Por enquanto, sabemos que a tendência é que os números aumentem gradativamente, à medida que o vírus se espalha pelos países – estudam mostram que o pico da infecção se dá após 30 dias dos primeiros casos registrados. No Brasil, são mais de 16 mil infectados, dos quais mais de 800 já morreram (e os números aumentam a cada dia).

Os números assustam, é verdade, mas não podem causar pânico. O pânico só traz empecilhos ao cuidado devido e racional que devemos ter – vide as cenas de supermercados com prateleiras vazias e pessoas fazendo estoques enormes de mantimentos. Pelo contrário, é preciso ter consciência do cenário e se esforçar para seguir todas as recomendações que as autoridades nacionais têm dado: ficar em casa, evitar contatos e lavar bem as mãos constantemente. O esforço de cada um faz diferença na vida de todos. É hora de pensar no coletivo e, principalmente, nas pessoas mais velhas, nas pessoas com doenças graves, grupo lá de risco da doença.

Mesmo com toda a informação circulante e os alertas a todo tempo dados pelos meios de comunicação e autoridades nacionais, ainda há muita gente achando que a Covid-19 não é tão grave quanto poderia ser. Para se ter uma ideia, o coronavírus já matou mais pessoas do que o total de mortes da pandemia da H1N1, entre 2009 e 2010: lá, foram 18.449 óbitos no período de surto, enquanto a nova infecção já passou das 90 mil fatalidades. Menosprezar a letalidade da infecção, não seguindo as regras, coloca não só quem o faz em risco, mas todos aqueles que o circulam.

É também nosso dever como cidadãos instruirmos e conscientizarmos os que ainda não admitiram o problema, mostrando-lhes que o empenho, no momento, é necessário para que, no futuro, o quadro não se agrave ainda mais. Achatar a curva de crescimento do contágio é o principal objetivo de todos os países em que a Covid-19 se alastra.

Um vírus tão contagioso quanto o coronavírus não pode ser menosprezado. No mesmo sentido, não deve ser motivo de pânico exacerbado, o que também é igualmente prejudicial a toda a sociedade. Seguir a vida com ordem, otimismo, positividade e pensamento solidário é a melhor saída no momento. Passaremos por esse momento difícil se trabalharmos todos juntos. Tudo isso vai passar!

Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional.

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