Estamos na 53ª posição, atrás de países como Chile, Trinidad e Tobago, Colômbia, México e Uruguai. Mas, apesar disso, o País apresentou um melhor desempenho este ano. Foi a terceira maior evolução na área educacional.
A avaliação é feita a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que observa os conhecimentos de matemática, leitura e ciências entre estudantes de 15 anos de idade. O último resultado mostrou que o Brasil continua abaixo da média mundial nos pilares educacionais da leitura, matemática e ciência. Foram 3.292.022 adolescentes brasileiros realizando as provas, e, nos quesitos “português” e “matemática”, por exemplo, o País ficou em 53º e 57º lugares, respectivamente. O País atingiu 412 pontos em leitura, 386 pontos em matemática e 405 pontos em ciência, quando a média sugerida pela OCDE é de 492, 496 e 501, respectivamente.
No entanto, o Brasil está se esforçando para melhorar a educação de seus jovens. O País está ao menos entre as três nações que obtiveram a maior evolução no setor educacional na última década. Graças ao Ministro da Educação o talentoso Fernando Haddad. Desde 2002, quando ingressou no Pisa, o Brasil elevou sua média de 368 para 401 pontos. Há de se ressaltar ainda que, neste mesmo período, somente dois países se mostraram com melhorias acima da média brasileira: o Chile, com mais 37 pontos, e Luxemburgo, com mais 38 pontos.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defende a valorização do professor como foco para os próximos anos. Está certo. É pertinente e necessário. Para se ter uma idéia, o salário do professor no Brasil é pelo menos 40% menor que a média da remuneração de outros profissionais de nível superior. E nenhuma nação de alto desempenho educacional paga tão pouco aos seus mestres. O ministro ainda quer investir mais, aplicando na ampliação da pré-escola. Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada neste ano e que determina que até 2016 todas as crianças a partir de 4 anos de idade – e não a partir dos 6 anos, como ocorre hoje – deverão estar matriculadas na escola.
O empenho do Governo é necessário e oportuno. Mesmo porque, os entraves para que o País atinja melhores índices no quesito vão alem. Segundo as próprias escolas brasileiras, o que mais prejudica o desempenho escolar dos alunos é o uso de álcool e drogas ilícitas. O bullying (que significa intimidar e atormentar) também entra na lista do comprometimento do rendimento do estudante no Brasil. E isso precisa estar também na pauta do ministério.
O Governo quer agir. E vai agir. A expectativa, aliás, é de que o possamos contar com melhores posições nos demais levantamentos da OCDE. Na verdade, existe uma meta: de alcançar a pontuação média do Pisa em 2021, um ano antes do bicentenário da independência do País. As notas vermelhas ainda chamam a atenção, mas, para não continuarmos abaixo da média mundial, é preciso fazer os investimentos na área. O Brasil ainda não é excelência em educação, mas está caminhando e trabalhando muido para melhorar.
Transformando
Sonhos em Realidade
Na primeira parte da minha autobiografia, conto minha trajetória, desde a infância pobre por diversos lugares do Brasil, até a fundação do grupo Ser Educacional e sua entrada na Bolsa de Valores, o maior IPO da educação brasileira. Diversos sonhos que foram transformados em realidade.