Embora seu objetivo mais conhecido seja o de avaliar os concluintes dos cursos de Medicina à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) cumpre também outras funções relevantes, entre elas a de substituir a prova objetiva do Exame Nacional de Residência (Enare), tradicional porta de entrada para a especialização médica no país. Essa conexão, a princípio coerente, tem revelado contradições metodológicas e conceituais que precisam ser debatidas com profundidade técnica e responsabilidade pública.
O primeiro aspecto, e certamente o mais relevante, diz respeito ao desempenho mínimo exigido para a “aprovação” nos exames. Após a aplicação de conceitos, modelos e metodologias complexas, como a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e o Método Angoff, o Enamed estabeleceu em 60 a nota de corte para que o participante seja considerado proficiente, conforme apresentado na Nota Técnica nº 42, de dezembro de 2025, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
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