A divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) deveria representar um momento de reflexão qualificada sobre a formação dos futuros médicos e sobre os caminhos para o aprimoramento contínuo da educação superior no país. No entanto, o que se viu nas semanas seguintes à publicação dos dados foi a construção apressada de narrativas simplificadoras, marcadas por julgamentos precipitados, estigmatização e até práticas de bullying contra estudantes que, segundo os critérios adotados, não alcançaram o patamar mínimo de proficiência.
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